Por que o aditivo se tornou o 5º elemento do concreto?

Exigências de desempenho e durabilidade contribuem para a crescente adição de produtos químicos ao material


Variadas aplicações e novas exigências de desempenho fazem com que o concreto tenha que contar com aditivos para atender projetos cada vez mais ousados
Crédito: IBI

No prefácio do “Manual de utilização de aditivos químicos para concreto”, o presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, cita que o aditivo se torna cada vez mais o 5º insumo do concreto, ou seja, o material não é mais composto somente por Cimento Portland, areia, brita e água. “As variadas aplicações e as novas exigências de desempenho, além de trabalhabilidade e durabilidade, fazem com que o concreto tenha que contar com aditivos para atender ousados projetos arquitetônicos e desafiadoras soluções de engenharia”, diz.


Mas o que são os aditivos químicos para concreto de Cimento Portland? A ABNT NBR 11768-1:2019 (Aditivos químicos para concreto de Cimento Portland) traz a seguinte definição: “Aditivos são produtos químicos adicionados e misturados ao concreto, em quantidades geralmente não superiores a 5% da massa de ligante total. Seu principal objetivo é modificar as propriedades do concreto no estado fresco e/ou no estado endurecido, de forma a otimizar o desempenho da matriz. Fogem à regra aditivos específicos, como os aceleradores de pega para concreto projetado, cuja dosagem pode ultrapassar o limite de 5%.”

Lançada no final de 2021 pelo Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI), a 2ª edição do manual aborda 7 capítulos importantes que possibilitam ao concreto aproveitar as melhores propriedades dos aditivos. São eles: 1. Definição de aditivos químicos para concreto; 2. Tipos de aditivos químicos para concreto; 3. Seleção dos aditivos e sua eficiência no concreto; 4. Fatores operacionais que influenciam a qualidade do concreto com aditivos; 5. Fatores climáticos que influenciam o desempenho dos aditivos; 6. Realização de pedidos de compra de aditivo, e 7. Segurança no manuseio de aditivos.


Só é possível produzir diferentes tipos de concreto por causa dos aditivos químicos


O manual tem 11 autores, com formações que vão desde a engenharia civil, passando pela engenharia química, até a engenharia de materiais. Eles confirmam que uma das prioridades dos aditivos químicos é melhorar a durabilidade do concreto. Para atingir esse objetivo, o aditivo age na redução da relação a/c (água/cimento), na minimização de retração e na mitigação de patologias. “Hoje só é possível a produção de diferentes tipos de concreto graças ao embasamento oferecido pelos mais variados tipos de aditivos químicos. Como exemplo, é impensável a produção de concreto autoadensável sem o uso de aditivos RA2 (mais conhecidos por superplastificantes)”, explica um dos autores, o engenheiro civil Igor Torres.


Outra autora do manual, a engenheira química Ana Paula Andrade, ressalta que os aditivos também contribuem para que o concreto atenda parâmetros de sustentabilidade. “A avaliação desses parâmetros permite compreender como os aditivos podem tornar o concreto mais sustentável. Nesse sentido, destacam-se os redutores de água dos tipos 1 e 2, pois estes precisam reduzir, respectivamente, um percentual mínimo de 8% e 15% de água, que é uma substância fundamental para a vida humana”, ressalta.


A engenheira finaliza lembrando que os aditivos também representam ganho econômico para as obras. “Insumos e recursos financeiros são gastos de forma mais sustentável na construção de estruturas de concreto”, conclui.


FONTE: https://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/por-que-o-aditivo-se-tornou-o-5o-elemento-do-concreto/
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