A laje foi impermeabilizada, a obra foi entregue e, na primeira chuva mais forte, a água continua parada sobre a cobertura horas depois. No começo, isso quase sempre passa batido. Afinal, aparentemente está tudo “sob controle”.

O problema é que o tempo começa a passar.

A sujeira começa a marcar alguns pontos específicos da laje, o desgaste aparece mais rápido perto dos ralos, pequenas bolhas começam a surgir em certas regiões e, em alguns casos, a infiltração vem depois. Quando isso acontece, a impermeabilização normalmente vira a primeira suspeita.

Só que nem sempre é ela a origem do problema.

Em muitas coberturas, a impermeabilização acaba recebendo uma responsabilidade que deveria ter sido resolvida antes mesmo da aplicação do sistema: o escoamento correto da água.

 

O que causa água acumulada na laje depois da chuva

Existe uma diferença importante entre uma pequena lâmina d’água temporária logo após a chuva e uma cobertura que permanece com água acumulada por muito tempo.

Quando a água não encontra caminho até os pontos de drenagem, ela deixa de ser apenas consequência da chuva e passa a trabalhar constantemente sobre a superfície impermeabilizada. E isso muda completamente o comportamento da área ao longo do tempo.

Dependendo do sistema utilizado, esse excesso de exposição acelera desgaste, aumenta tensão sobre emendas e pontos críticos e reduz a vida útil da impermeabilização.

Em sistemas acrílicos, por exemplo, o contato prolongado com água acumulada pode favorecer processos de reemulsificação, que é quando o material começa a perder estabilidade por permanecer excessivamente exposto à umidade constante.

Na prática, a cobertura começa a exigir da impermeabilização uma condição que ela não deveria enfrentar continuamente.

 

O problema normalmente começa na formação da base

Esse é um detalhe que costuma aparecer muito em obra: a impermeabilização foi executada corretamente, mas o caimento da laje não acompanha o escoamento necessário da água.

Às vezes o contrapiso ficou sem o caimento adequado. Em outras situações, o ralo está mal posicionado, existem deformações na regularização ou pequenas diferenças de nível que acabam criando bolsões de água pela cobertura.

E é justamente aí que o problema começa a se formar.

Porque a água parada não desgasta apenas o impermeabilizante. Ela aumenta a chance de acúmulo de sujeira, sobrecarrega regiões específicas da laje e acelera o aparecimento de falhas localizadas.

O mais complicado é que isso raramente aparece imediatamente. Em muitas obras, os primeiros sinais surgem meses depois da entrega.

 

Nem toda infiltração na laje significa falha na impermeabilização

Esse é um ponto importante porque vários diagnósticos acabam focando apenas no material utilizado, enquanto o comportamento da água sobre a cobertura recebe pouca atenção.

Quando existe deficiência de drenagem, a impermeabilização passa a trabalhar continuamente em condição crítica. E mesmo um sistema bem especificado pode perder desempenho ao longo do tempo se a água permanece acumulada de forma recorrente.

Por isso, analisar apenas o impermeabilizante sem olhar a superfície da cobertura costuma gerar diagnósticos incompletos.

Impermeabilização, drenagem e regularização não funcionam separadamente. Uma etapa depende da outra.

 

Como identificar sinais de drenagem ruim na laje

Coberturas com problema de escoamento quase sempre começam a dar sinais antes da água entrar para dentro da estrutura.

Áreas onde a água permanece acumulada por muito tempo, regiões que concentram sujeira excessiva, desgaste acelerado próximo aos ralos e pontos específicos da laje com aparência constantemente úmida costumam indicar que a drenagem não está funcionando da forma correta.

E esses detalhes fazem diferença.

Porque corrigir drenagem e caimento durante a obra é completamente diferente de refazer impermeabilização depois da cobertura pronta.

 

Como evitar água empoçada em lajes impermeabilizadas

Em muitos casos, o desempenho da cobertura é definido antes mesmo da aplicação do sistema impermeabilizante.

Regularização bem executada, caimento correto, drenagem eficiente e análise do comportamento da água sobre a laje fazem tanta diferença quanto o produto especificado para a área.

Quando essas etapas são ignoradas, a impermeabilização acaba tentando compensar problemas que pertencem à própria base da cobertura.

Aqui na Isocom recebemos diariamente situações em que a dúvida inicial parecia ser apenas sobre impermeabilização, mas a origem do problema estava no comportamento da água sobre a laje.

Se você está avaliando uma cobertura com água acumulada, desgaste precoce ou infiltração recorrente, nossa equipe pode ajudar na análise técnica e na escolha da solução mais adequada para cada cenário.

Entre em contato conosco. Será um prazer ajudar na análise da sua obra.

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